Acho que a vida vai dando uns toques na gente. Se não percebemos, ela parte para uns empurrões mesmo. Ela fala conosco, ensina o tempo todo, mas tem uma linguagem muito sutil e nem sempre é fácil perceber suas mensagens. Li o livro Independência Financeira, de Robert T. Kiyosaki, da editora Campus. Esse livro caiu em minhas mãos por acaso. Estava numa livraria e dei de cara com ele. Eu conhecia de nome outro livro do autor, foi muito vendido no mundo e no Brasil também. Não dei atenção quando ouvi falar deste primeiro. Mas anos depois, este outro me olha e me diz " Compre-me, leia-me." Era um dia difícil para mim. Tinha faltado ao trabalho por estar afônica. Estava muito triste. Eu havia ido ao servidor público dois dias antes, reclamei da dor na garganta, do cansaço e o médico me atestou as horas e receitou um medicamento para resfriado. Resultado: dois dias depois estava totalmente sem voz. Justamente numa quinta-feira, dia em que trabalho 12 horas. Foi por isso que recorri à consulta particular... Com as contas, nem pensar em diminuir a jornada, mas ficar com problemas nas cordas vocais não era algo que eu almejava...
Fui dar numa livraria, porque adoro livros, sem saber o que fazer da vida. Diminuir a jornada implicaria em ter menos dinheiro, mas continuar trabalhando tanto afetaria ainda mais a minha saúde. Foi quando o referido livro sorriu para mim. Era a continuação de um outro,Pai Rico, Pai Pobre, mas nem liguei. Paguei por ele com o cartão de crédito e já fui lendo no metrô mesmo.
Cada parágrafo lido era um chacoalhão na minha alma. Eu era uma empregada que acreditava no sonho do " estudar, tirar boas notas, encontrar um emprego que remunerasse bem, com estabilidade e promessa de aposentadoria". O autor foi provando por A + B que essa fórmula não funciona mais nos dias de hoje. Se adequada para a Era Industrial, está em franco declínio em nossos dias, época da Era da Informação. Que há muitos instruídos que estão atolados em dívidas, desempregados ou trabalhando muito. Esse perfil me pareceu muito familiar... E fui lendo e riscando e escrevendo nas margens... E pensando... Decidi naquele dia que iria ler o livro e que poria em prática as suas orientações.
De novembro para cá, algo mudou no meu jeito de ver o meu trabalho, a minha relação com o dinheiro. Nos dias que virão, pretendo relatar melhor o que tenho aprendido. Por agora, só quero lhe dizer os outros toques que a vida andou me dando: uma amiga que eu não via há um ano apareceu no meu trabalho, trazendo um livro de presente. O nome... Mente milionária. Eu já tinha um exemplar dele, até tinha começado a ler, mas o esqueci na estante. Dias depois encontro numa loja de livros usados vários livros sobre inteligência emocional, uma das leituras recomendadas pelo autor de Independência Financeira. Mas não só esse. Lá também me esperava Pai Rico, Pai Pobre.
Eu não acredito em coincidências e é por isso que me decidi a levar a sério o que ando lendo. O que irei fazer e já fiz como resultado do que aprendi eu lhe contarei depois. Por enquanto, eu desejo...
Um ano rico para todos nós.
Nenhum comentário:
Postar um comentário