Decidi
aproveitar o período livre para instalar um portão maior em casa. Pesquisei
preço de portão, de material e da mão de obra. Vi que o que eu tinha reservado
para a tarefa . Iniciei a reforma.
Não deu. A
toda hora era algo que precisava ser comprado: o muro antigo precisou de mais
colunas, restauro e ampliação vertical para sustentar o portão novo. Quando dei
por mim já tinha gasto 50% a mais do que previra. Quando terminada a obra
respirei aliviada enquanto a família vibrava. E compreendi porque, quando eu
era criança, os adultos de minha casa não ficavam tão felizes quanto nós crianças
ao adquirirmos algo novo e caro.
Aprendi que é
preciso ter duas ou três vezes mais do que o necessário para adquirirmos algo
muito desejado. É preferível ao endividamento ou ao término das reservas
financeiras. Não podemos mais continuar gastando tudo o que temos, tudo o que
ganhamos. Isso implica em usufruir menos do que foi obtido porque vem a
preocupação com as contas.
Verdade que
em se tratando de um carro ou uma casa a estratégia deve ser outra. Creio que
primeiro seria preciso reunir uma boas soma para entrada, Depois a pesquisa de
financiamentos mais vantajosos (no que se refere a juros) ou que possibilite o
pagamento de duas ou mais parcelas por vez. Obteríamos o bem e nos livraríamos
das dívidas em menos tempo. E Teríamos tempo, energia e recursos para um novo
empreendimento.
Para tanto, é
fundamental aprendermos a esperar. A guardar dinheiro e até a trabalhar mais
por uns tempos que seja para então poder comprarmos o que desejamos ou
necessitamos. Ou estudar. Maior e melhor formação sempre implicam em aumento
dos ganhos.
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