domingo, 19 de fevereiro de 2012

As lições de janeiro





Decidi aproveitar o período livre para instalar um portão maior em casa. Pesquisei preço de portão, de material e da mão de obra. Vi que o que eu tinha reservado para a tarefa . Iniciei a reforma.

Não deu. A toda hora era algo que precisava ser comprado: o muro antigo precisou de mais colunas, restauro e ampliação vertical para sustentar o portão novo. Quando dei por mim já tinha gasto 50% a mais do que previra. Quando terminada a obra respirei aliviada enquanto a família vibrava. E compreendi porque, quando eu era criança, os adultos de minha casa não ficavam tão felizes quanto nós crianças ao adquirirmos algo novo e caro.


Aprendi que é preciso ter duas ou três vezes mais do que o necessário para adquirirmos algo muito desejado. É preferível ao endividamento ou ao término das reservas financeiras. Não podemos mais continuar gastando tudo o que temos, tudo o que ganhamos. Isso implica em usufruir menos do que foi obtido porque vem a preocupação com as contas.

Verdade que em se tratando de um carro ou uma casa a estratégia deve ser outra. Creio que primeiro seria preciso reunir uma boas soma para entrada, Depois a pesquisa de financiamentos mais vantajosos (no que se refere a juros) ou que possibilite o pagamento de duas ou mais parcelas por vez. Obteríamos o bem e nos livraríamos das dívidas em menos tempo. E Teríamos tempo, energia e recursos para um novo empreendimento.


Para tanto, é fundamental aprendermos a esperar. A guardar dinheiro e até a trabalhar mais por uns tempos que seja para então poder comprarmos o que desejamos ou necessitamos. Ou estudar. Maior e melhor formação sempre implicam em aumento dos ganhos. 

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